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quarta-feira, 27 de março de 2013

Dia MUITO Especial...

  Hoje é um dia muito especial para mim...
  Não, não faço anos!
  Hoje faz 2 anos que o meu avô paterno faleceu. Ele era como um pai para mim!
  Lembro-me de ir andar de bicicleta com ele, de ir ao café e comer croquetes, de ir ter com ele à horta dele... Se eu disse-se que não tinha saudades dele, eu estaria a mentir... Se eu disse-se que já não me lembro dele ou que já não pensava nele, estaria a mentir!
  Ele era e continua a ser muito especial para mim...
  Vocês podem não querer ler ou saber disto, mas eu estou-me nas tintas... Eu vou escrever um texto que escrevi quando andava no 6º ano, no dia 28/03/2011.
  Um dia depois de ele ter falecido...




                       "A DOR DA MORTE

  A dor da morte é inexplicável. É muito choro, principalmente se for da família. Avós e Netos, Pais e Filhos, Tios e Sobrinhos, Marido e Mulher. Se for «Marido e Mulher» a dor nunca passa, acompanha-os até ao último dia de vida. Se for «Pais e Filhos» é o mesmo, porque os pais são tudo que nós temos. Se for os filhos a morrer, é mais difícil para a mãe do que para o pai, porque a mãe carrega-nos muito tempo na barriga. Se for «Avós e Netos», os avós são como 2º pais para nós. Por exemplo: ontem eu recebia notícia que o meu avô paterno tinha morrido, fiquei muito triste. 
  Ele era uma ótima pessoa, bondosa e feliz (tirando todos os problemas, ele era feliz). 
  Não gostava de estar quieto, tinha de estar a fazer qualquer coisa, antes de ele se cansar por tudo e por nada, ele passava a vida nas hortas. Quando ele se sentiu muito cansado entregou a horta. E a que resta é a do quintal. 
  Ele gostava muito da sua família, estamos todos de rastos.
  A minha avó, não sei como está, amavam-se tanto. 
  O meu pai, deve sentir falta dele, nunca se deram mal. 
  O meu padrinho era como um filho para o meu avô, iam os dois juntos para o café. 
  O meu tio, só veio agora de França. 
  A minha cadela gostava tanto dele, comia; passeava e dormia ao pé dele. 
Eu, ontem, quando o meu padrinho me ligou, pediu-me para falar com a minha avó, eu só ouvi logo o meu padrinho a dizer para me acalmar,e adivinhei logo. Chorei tanto. E amanhã é o funeral dele. 
  Ainda gostava de ver o meu avô no velório. Ele preocupava-se tanto comigo. Ele, quando eu estava doente, era capaz de telefonar não sei quantas vezes por dia.
  Agora, cada vez que eu for a Rio Maior (de 15 em 15 dias) eu vou passar o meu tempo todo no cemitério. Horas e Horas, a falar com ele. Ele morreu com 70 anos.
  E ele não sabia ler nem escrever. E eu dediquei o meu tempo a tentar ensinar-lhe. Só que ele já estava a sofrer tanto.
  Agora está em PAZ.
  O que eu tenho pena é ter acontecido isto. Tenho muita pena da minha avó e do meu pai. Eles eram uma família tão unida.
  Às vezes, penso que não fiz quase nada por ele.
  O meu avô costumava-me levar 2 croquetes, do «Quente e Fresco», um café lá ao pé, só que o meu pai vai fazer o mesmo. Mas não é a a mesma coisa.
  Ainda me lembro das última palavras que ele me disse, no dia 20/03/2011: «Adeus, meu amor, porta-te bem». 
  Nunca o esquecerei. Andava de bicicleta comigo, até comprou uma para andar comigo. Deu-e a bicicleta dele. Ele comprava-me tantos gelados e croquetes.
  Quando chegava a casa (em Rio Maior) Desatava a correr para lhe dar um beijinho. Agora já não posso.
  Ele costumava estar deitado na cama, coberto de mantas e a ver televisão. Ele enchia-me de beijinhos. Agora não.
  Eu costumava andar descalça por casa e, ele desatava a ralhar comigo. Tenho a minha avó, mas não é a mesma coisa.
  Quando estava-me a preparar para ir passear a cadela, ele dizia-me para não ir, para ficar em casa a ver televisão. Mas eu era teimosa.
  Ele às vezes dizia para a minha avó fazer determinada comida, porque eu gostava dessa comida. Ele qualquer coisa que fazia, lembrava-se de mim.
  Quando ia para ir à horta, perguntava-me sempre se eu queria ir com ele . Ou quando eu chegava a casa, costumava perguntar à minha avó onde ele estava. Ela dizia-me que ele estava na horta. Eu calçava as «crocss» e desatava a correr para ir ter com ele.
  Ele, enquanto regava as coisas, eu estava no rio. Vou sentir imensa falta dele e, de tudo isto. Ele fazia isto tudo por mim. Ficará sempre no meu coração"


 A verdade é que cheguei a vê-lo... Estava tão bonito, parecia que estava a dormir! Eu gosto mesmo dele! Que ele descanse em paz!

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